sábado, 1 de fevereiro de 2014

Aquela dorzinha que passa por cada canto do coração, e estremece o corpo todo.

Sempre quando eu via aquela cena, ficava um pouco intrigada. Era um misto de revolta e de compaixão. Primeiro, deixe-me explicar o que via, para depois explicar porque dois sentimentos tão diferentes. Era um barco, dois remos, duas pessoas. E todos os dias eles iam e vinham. O que via, era que na maior parte do tempo, o homenzinho de barba branca remava mais forte e mais constante, enquanto o homenzinho de barba preta remava mais devagar, de um jeito mais inconstante. Claro, aquilo sobrecarregava demais o outro homem. Mas ele nunca parava de remar. Se queixava as vezes. O outro então, decidia remar igual a ele. Mas no dia seguinte, voltava a ser constante e inconstante. Culpa de quem? Do que não remava ou do que remava por ele e pelo outro? Eu via a cena com revolta por isso. Óbvio que se o de preto remasse só para si, o barco não sairia do lugar. Então remava para os dois. Isso deixava o outro numa posição tranquila, confortável. Homenzinho de barba branca estúpido, como podia ainda remar? Queria a companhia do outro, e por isso remava pelos dois. Isso me fazia sentir compaixão. Tanto quanto revolta. Desigual? Desequilibrado? Sim. Não. Talvez.. O homenzinho de barba branca não conseguia ser egoísta. Até tentava, mas se arrependia e por isso calava, e remava, e se sobrecarregava.
A atmosfera era sufocante. Eu mal respirava. Os meus pensamentos gritavam, mas isso não importava. Minha razão estava cansada demais de fazer meus lábios repetirem. Meu coração estava triste. E apesar disso, dessa vez era diferente,queria falar, tentar, brigar. Eu não queria. Eu. E isso me assusta.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Não seja tão dramática, menina!

Ela sempre foi dramática. Tudo para ela era muito mais do que para os outros. Fosse uma dor, fosse um amor, fosse o que for. Ela sentia tudo com mais intensidade. As palavras eram mais do que letras, e quando ditas eram mais do que sons. Por isso ela sempre sofria mais. Amava mais. Sentia mais. Mas nem por isso vivia mais. Não era questão de querer ser dramática, ou de se fazer. Ela era e pronto. Aquilo era dela, e não havia ninguém que entenderia, que mudaria. Aquilo era coisa de alma. Como se ela olhasse para o mundo e transformasse tudo o que chegava até ela, para que assim pudesse entrar no coração. Bom ou ruim? Os dois. Quando as palavras são belas, o que se vê é lindo, não há nada de ruim em intensificar as coisas. Mas quando era a dor, o amargo, a decepção, não havia sol que secasse o seu pranto, não havia calma que entregasse paz ao coração dela. Eu disse que por ela ser assim, precisaria entender um pouco mais de como era viver em guerra consigo mesma, travar lutas com você mesmo. Disse que ela precisaria entender que, em alguns momentos, por mais que ela quisesse intensificar algo, ela deveria ouvir a generosa e sugestiva voz da razão. É, ela tem aprendido. Mas ainda adora um exagero, um drama. Ela não aceita que os sentimentos tenham que ser contidos, resumidos. Estranho para alguém que sempre conteve os sentimentos: a tempestade sempre acontecia dentro dela, e nunca fora. Talvez seja por isso que ela luta tanto com ela mesma. Ela pode tudo, no seu interior. E é isso o que ela mais quer: não poder ser tudo, mas poder ser compreendida no seu simples nada, no seu simples 'eu'. Aprisionada, calada, dramática, exagerada. Mas isso é dela, só dela. E um dia, eu ainda acredito que ela aprenda a ser mais livre dos outros, mais livre para ela mesma, para então deixar o exagero de lado, e ver que a realidade não é tão ruim ou tão boa, quanto ela faz parecer dentro si.


domingo, 25 de março de 2012

Tem gente que procura no lugar errado, tem gente que já tem o que procura do seu lado, mas não enxerga. As pessoas sabem muito bem o que tem e o que não tem valor. Mas mesmo assim, algumas deixam os outros taparem os seus olhos. Nada como o tempo para revelar estas coisas. Mas é preciso ter cuidado, o tempo revela, você passa a enxergar, mas pode ser tarde.. 

terça-feira, 20 de março de 2012

Beijo, TEU beijo.

Existe um segundo, um milésimo de segundo, no qual as palavras não cabem, no qual não existe espaço. Uma fração do próprio tempo em que o tempo não existe. O mundo fica tão pequeno que a impressão que dá é que ali só existe duas luzes que se misturam em uma. É complicado de explicar ou imaginar, mas basta fechar os olhos e entrar nesse milésimo de segundo pra entender um pouco sobre o que é eternidade. Cabe um ano, uma vida dentro desse segundo. Um tempo que não é tempo. Pra isso dá-se o nome de beijo. Eu, particularmente, gosto e prefiro chamar de TEU BEIJO!

terça-feira, 13 de março de 2012

Você espera tempo suficiente, e até mais um pouco, para não podar uma árvore que não está dando frutos. Espera porque acredita. Mas um dia, aquela outra sementinha, do lado da grande árvore infrutífera, cresce e dá frutos.. ainda que pequenos, por enquanto. Então você se dá conta que não vale mais a pena esperar a velha árvore, e aposta todas as suas fichas nos pequenos frutos da outra. E quando vê, esta já está maior que aquela, pronta para ocupar um lugar que há muito havia sido da frondosa e bela velha árvore, mas que hoje já não pode mais dar frutos. Não é desprezar a velha. É olhar para nova e dar um valor maior, mudar a perspectiva: porque algo novo não pode substituir algo que já esta faz tempo na sua vida? Pode, pode sim. E tem coisas que substituem até melhor! Não se substitui velhas coisas porque estão velhas, substitui-se velhas coisas pelo simples fato de que se você não está recebendo o mesmo valor que está dando naquilo há algum tempo, pode ter certeza de que alguma coisa está errada (...) 
Quando o passarinho nasce ele precisa do ninho. Ele encontra segurança, conforto. Mas a medida que o pequeno filhotinho vai crescendo, aprendendo e o mais importante de tudo.. amadurecendo, ele sutilmente vai deixando de precisar do ninho. Uma hora o pássaro aprende a viver sem o ninho. E quando ele aprende, ele voa. E se ele voa é porque está maduro suficientemente para procurar novos horizontes, novos lugares, novos pássaros. Dá saudade do ninho, no primeiro, no segundo mês. Mas um dia, não sei se infeliz ou felizmente, a pássaro deixa de sentir falta do ninho. Então não precisa mais dele. Não que o ninho seja inútil, não que o ninho não tenha sido importante, ele simplesmente deixou de ter o papel principal na vida daquele pássaro, agora ele é secundário. Do mesmo jeito isso acontece na vida, os ninhos podem ser sonhos, metas, objetivos, objetos, pessoas.. temos vários ninhos, que abandonamos de tempos em tempos. Às vezes são os ninhos que abandonam a gente, e muitas dessas vezes a gente não percebe isso de imediato. Mas posso dizer que um dia a gente percebe que o ninho fica apertado demais para nós, e por vontade própria decidimos deixa-los: livres, para outros passarinhos filhotes pousarem, para nós alçarmos outros ninhos. Ainda sobre os ninhos, existem aqueles que nunca nos abandonam ou nós não precisamos abandonar. Deus é uma exemplo lindo de ninho que jamais devemos abandonar, por mais maduros que estejamos. E existem ninhos que nos cativam tanto, que viram morada. Ninhos amigos, ninho amor, ninho família. Eu sei em quais ninhos estou, em quais posso permanecer, e quais deles querem que eu permaneça.

domingo, 11 de março de 2012

Fazer

Quem realmente quer fazer algo, correr atrás de alguma coisa, não fica arrumando desculpas, olhando para os contras. Quem realmente quer, vai e faz. Simplesmente. Não fica parado contando quantos motivos tem para não dar o primeiro passo. Dá o primeiro passo e durante o caminho fica pensando no que fazer para dar o próximo. Arquiteta. Planeja. Não adianta falar em querer, falar em fazer. Adianta fazer!

Ninhos.

Quando o passarinho nasce ele precisa do ninho. Ele encontra segurança, conforto. Mas a medida que o pequeno filhotinho vai crescendo, aprendendo e o mais importante de tudo.. amadurecendo, ele sutilmente vai deixando de precisar do ninho. Uma hora o pássaro aprende a viver sem o ninho. E quando ele aprende, ele voa. E se ele voa é porque está maduro suficientemente para procurar novos horizontes, novos lugares, novos pássaros. Dá saudade do ninho, no primeiro, no segundo mês. Mas um dia, não sei se infeliz ou felizmente, a pássaro deixa de sentir falta do ninho. Então não precisa mais dele. Não que o ninho seja inútil, não que o ninho não tenha sido importante, ele simplesmente deixou de ter o papel principal na vida daquele pássaro, agora ele é secundário. Do mesmo jeito isso acontece na vida, os ninhos podem ser sonhos, metas, objetivos, objetos, pessoas.. temos vários ninhos, que abandonamos de tempos em tempos. Às vezes são os ninhos que abandonam a gente, e muitas dessas vezes a gente não percebe isso de imediato. Mas posso dizer que um dia a gente percebe que o ninho fica apertado demais para nós, e por vontade própria decidimos deixa-los: livres, para outros passarinhos filhotes pousarem, para nós alçarmos outros ninhos. Ainda sobre os ninhos, existem aqueles que nunca nos abandonam ou nós não precisamos abandonar. Deus é uma exemplo lindo de ninho que jamais devemos abandonar, por mais maduros que estejamos. E existem ninhos que nos cativam tanto, que viram morada. Ninhos amigos, ninho amor, ninho família. Eu sei em quais ninhos estou, em quais posso permanecer, e quais deles me querem dentro.

quinta-feira, 1 de março de 2012

A distância levou para longe as coisas que eu queria perto, e não importa porque motivo. Mas o tempo, ah o tempo, ele me trouxe TUDO o que eu precisava! Nem todos que disseram estar comigo souberam me compreender, me entender e me esperar. Mas quem permaneceu, mesmo não sabendo, fez com que a alegria fosse mais forte que as lágrimas e foi isso o que me sustentou. Eu só quero poder transbordar de felicidade pelos motivos mais simples. Sorrir todo dia, e lembrar de que não importa a circunstância, Deus sempre vai ser a força que me levanta todas as manhãs, e Ele vai colocar em meu caminho, a cada passo que eu der, os motivos mais maravilhosos dessa vida para poder continuar (...)