Quando o passarinho nasce ele precisa do ninho. Ele encontra segurança, conforto. Mas a medida que o pequeno filhotinho vai crescendo, aprendendo e o mais importante de tudo.. amadurecendo, ele sutilmente vai deixando de precisar do ninho. Uma hora o pássaro aprende a viver sem o ninho. E quando ele aprende, ele voa. E se ele voa é porque está maduro suficientemente para procurar novos horizontes, novos lugares, novos pássaros. Dá saudade do ninho, no primeiro, no segundo mês. Mas um dia, não sei se infeliz ou felizmente, a pássaro deixa de sentir falta do ninho. Então não precisa mais dele. Não que o ninho seja inútil, não que o ninho não tenha sido importante, ele simplesmente deixou de ter o papel principal na vida daquele pássaro, agora ele é secundário. Do mesmo jeito isso acontece na vida, os ninhos podem ser sonhos, metas, objetivos, objetos, pessoas.. temos vários ninhos, que abandonamos de tempos em tempos. Às vezes são os ninhos que abandonam a gente, e muitas dessas vezes a gente não percebe isso de imediato. Mas posso dizer que um dia a gente percebe que o ninho fica apertado demais para nós, e por vontade própria decidimos deixa-los: livres, para outros passarinhos filhotes pousarem, para nós alçarmos outros ninhos. Ainda sobre os ninhos, existem aqueles que nunca nos abandonam ou nós não precisamos abandonar. Deus é uma exemplo lindo de ninho que jamais devemos abandonar, por mais maduros que estejamos. E existem ninhos que nos cativam tanto, que viram morada. Ninhos amigos, ninho amor, ninho família. Eu sei em quais ninhos estou, em quais posso permanecer, e quais deles querem que eu permaneça.
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